A História do Campeão

Acelino Freitas nasceu numa família pobre, de um bairro da periferia da capital baiana, a Cidade Nova, localizado na região da Baixa de Quintas, filho de Niljalma Freitas e Zuleica.

Recebeu da mãe o apelido com que tornou-se conhecido: Popó, por ter mamado até uma idade avançada.

Seu pai era também pugilista, assim como três dos seus irmãos, dos quais Luís Cláudio foi quem mais o incentivou a também ingressar na profissão, o que fez já aos catorze anos de idade.

Até o primeiro título mundial, morava com os pais e irmãos naquele casebre, de 6,75 m², que tinha panos como divisórias.

Com dois casamentos, e filhos com três mulheres diferentes, o baiano enfrentou no segundo (com Eliana Guimarães, filha do empresário André Guimarães) uma fase bastante difícil, que refletiu negativamente nos seus resultados sobre os ringues (causando sua primeira derrota na carreira) - a reconciliação veio habilitá-lo a novamente disputar um título, e vencer.

É pai de Rafael, Igor, Iago, Gustavo, Juan e Acelino Popó.

Seus treinamentos básicos são feitos na cidade natal, onde construiu um ginásio, voltado para a preparação de novos talentos. Mas, antes de cada luta, vai para os Estados Unidos, onde as instalações e materiais são muito mais apropriados.

Se lançou candidato a deputado federal pela Bahia nas eleições de 2010 pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) Inicialmente, não foi eleito como deputado, ficando na primeira suplência. Mas, devido à indicação do deputado Mário Negromonte (PP-BA) para o Ministério das Cidades, Popó herdou a vaga e foi diplomado como deputado federal da Bahia.

Lutando contra as dificuldades do boxe no Brasil - onde o esporte não tem a popularidade que goza noutros países - Popó por diversas vezes queixa-se da falta de patrocínio. Apesar disto, o país ostenta, em 2006, dois campeões mundiais, ambos da Bahia: Acelino e Valdemir Pereira (conhecido pelo apelido de "Sertão"). Popó tem uma carreira vitoriosa, iniciada profissionalmente em 1995, onde já conquistou quatro Cinturões de campeão, dos quais os principais foram: Super-Penas (1999, pela WB0); Unificado Super-Pena (2002, pela WBA) e dos Leves (2004, pela WB0), agora reconquistado.

Foram 39 vitórias (33 por nocaute) e 2 derrotas (ocorrida quando de sua separação de Eliana, contra o norte-americano Diego Corrales, em 2004 e a outra em 2007, contra o americano Juan Díaz). Em 30 de abril de 2006 reconquistou o cinturão da categoria dos Leves, pela Organização Mundial de Boxe - OMB (em inglês WBO), contra o americano Zahir Raheen (numa luta de doze assaltos, vencida por pontos, no placar de 2 a 1 dos três jurados) antes de perde-lô para Juan Díaz.

Depois de se aposentar, Popó se tornou Deputado Federal pela Bahia.

Em 2011, decide fazer uma luta de exibição para seu filho mais novo que nunca o tinha visto lutar. Popó começa a treinar para uma luta de exibição que marcaria sua despedida definitiva do esporte. Popó então recebe um desafio do jovem lutador Brasileiro Michael Oliveira (17-0) para uma luta. Após negociações, ficou definido que o combate seria no dia 2 de Junho no Conrad Casino em Punta Del Este, Uruguai. Após muita promoção e rivalidade criada entre os 2 lutadores, Popó nocauteou Michael em uma luta dominada do começo ao fim. Popó começou a luta tomando a iniciativa e acertando bons golpes no primeiro round. Michael respondeu no segundo round com um gancho de esquerda que fez Popó recuar, mas no final do terceiro round, Popó acertou ótimos golpes levando Michael ao primeiro Knockdown da luta. Dai em diante, o que se viu foi um passeio do ex-campeão que ao contrario do que se pensava, não cansou e se movimentou muito com combinações e esquiva em dia, evitando todas as investidas de Michael. No Nono round, depois de muito castigo, Michael foi a Knockdown mais 2 vezes, e o arbitro deu aquela que seria a ultima luta de Popó por encerrada por nocaute tecnico no nono round.

Dias após a luta, o Brasil lançou mais um desafio a Popó, o de voltar a lutar!

Fonte: Site Wikipedia