Popo

 

Popó: O projeto social que deu certo.
Capítulos de um vencedor, suas luvas e personagens.
 
Quatro títulos mundiais, 83 vitórias como pugilista amador, campeão sulamericano e recorde de nocautes em lutas consecutivas. Chegou a ultrapassar a marca de Mike Tyson.
Abandonou categorias, quebrou paradigmas, mudou bruscamente o cenário da sua vida  e a de seus familiares. Chegou ao ao topo nas competições oferecidas pela Organização Mundial de Boxe.
Esse é o histórico de Acelino Popó Freitas. Um homem que saltou alto e que hoje, serve de referência para milhares de brasileiros.
 
Ao lado de uma trajetória marcante, está a carreira de deputado federal. Título que conquistou em apenas 45 dias de campanha. O cargo transferiu ao tetra campeão, a  responsabilidade de buscar melhores condições para atletas e  o reconhecimento do esporte brasileiro, dentro do Congresso Nacional. 
 
Como esportista tenta se livrar da grande burocracia enfrentada por parlamentares, diante de inúmeras prateleiras preenchidas de proposições e, devargazinho, tenta garantir a aprovação de seus projetos, a maioria ligados à modalidades desportivas.
Várias agendas ocupam o seu dia e os compromissos são distribuídos entre a carreira de lutador, de deputados e entre os projetos sociais que desenolve. Aliás, os projetos estão acima de qualquer compromisso. Ele costuma dizer que é fruto de um projeto social que deu certo e acredita no esporte como inclusão social e como grande inibidor do uso de drogas. Bate papo com Popó é o mais conhecido deles.
 
A marca Popó tem sido incorporada a vários produtos, muitos deles, pouco parecido com a imagem de parlamentar mas associada a sua história de vida. Atualmente o ex- pugilista lançou uma linha de óculos que deverá estar em breve, nas vitrines das óticas em todo o pais. Outro produto bem vendido é de palestrante nos encontros e lançamentos de produtos de grandes marcas e empresas multinacionais.
 
Recentemente, revelou seus projetos, insatisfações e intimidades no programa do SBT, de Frente com Gabi. E ao assistir, brasileiros puderam conferir a imagem de um esportista sem malícia política, sem a postura de um grande articulador ou líder partidário. Porém, é possível notar entusiasmo no fazer e a decepção quando se refere as ações relacionadas ao cargo de parlamentar. Em uma de suas entrevistas relatou que era mais fácil quando tudo dependia dele , referindo-se a decisão nos ringues. Costuma dizer que não gosta de ser chamado de deputado e que não concorda com o ritmo de votações na casa ( Câmara Federal).
 
Quem o acompanha sabe do feijão de Dona Zuleica que ainda mora na região periférica de Salvador, na mesma Baixa de Quintas de outrora. Só que agora, numa casa de dois andares, decorada com quadros da família de pugilistas. 
Ao ler alguns parágrafos, é possivel reparar que Freitas vive o tempo todo em extremos bem diferentes. Ele consegue conviver com pessoas simples, importantes, ricas, com baixo poder aquisitivo e permanecer o mesmo, tratando as pessoas sempre da mesma forma. E nunca sabemos em qual situação enquadrá-lo porque ele é sempre o mesmo Popó. Chora quando lembra da sua infância, das suas conquistas. Mostra sua fortuna adquirida com a carreira de boxeador quando exibe seus carros luxuosos e aconchegantes ora em Salvador, ora em Brasília. Fala errado, usa girias e brinca com todos aqueles que tem intimidade. Usa palito de dente, cabelo sem corte, unhas nem sempre feitas. Ama jogar bola.   
 
O ser humano que arrancou suspiros de Galvão Bueno e de Pelé marcou o Brasil com suas mãos de pedra. Antes de falar do deputado, pensamos sempre em Acelino Freitas, " aquele que dormiu no chão até os vinte e três anos e que chorava toda vez que conquistava mais um cinturão.
 
Um ser humano incrível .E que perda seria se os nossos filhos não conhecerem a historia dele.